Video by alemdafarmacologia
Ana Elisa Gonçalves, PhD | Além da Farmacologia · 465 words · 2 min read · EN
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A Ilay Lully, a gigante farmacêutica que desenvolveu o Monjaro, talvez a molécula mais revolucionária que já tivemos pro emagrecimento, acabou de fazer uma jogada que talvez ninguém esperava. Ela tá apostando bilhões de dólares em moléculas pra tratar a depressão, que talvez seja mais uma revolução da medicina. A depressão resistente, ela é definida de forma muito simplificada naquele paciente que já tentou mais de dois antidepressivos e não respondeu a nenhum.
E é um grupo enorme de pessoas. O problema é que as ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, para esses casos, são muito limitados. Os antidepressivos clássicos demoram semanas para fazer efeito, e quando fazem, boa parte desses pacientes simplesmente não melhora. E aí que entra a virada de chave da indústria farmacêutica. Em vez de insistir nas mesmas vias de sempre,
eles começaram a olhar para as moléculas psicodélicas disponíveis na natureza, e que muitas delas são usadas há séculos em rituais de povos indígenas. Foi exatamente nesse movimento que a Lili entrou. Ela comprou uma empresa focada em pesquisa científica com psicodélicos. A estrela é uma molécula chamada BPL-003, que é um spray nasal com uma substância chamada 5-metoxidMT.
Essa molécula já existe naturalmente na secreção de um sapo. A segunda mol o VSL que uma pel que dissolve na boca feita justamente com DMT o princ ativo da ayahuasca Ela tamb est sendo estudada para depress resistente com ensaio cl j em fase 2 Tem ainda uma terceira mol a base de MDMA sendo estudada para ansiedade social
E o que faz tudo isso trazer tanta esperança é a lógica por trás desses tratamentos. Eles têm ação muito rápida, o paciente toma de forma pontual, num ambiente clínico controlado, e o efeito dura semanas. É completamente diferente do remédio clássico que a pessoa toma todos os dias por anos. Já existe um medicamento aprovado que segue essa mesma lógica, que é o Spravato, a base de acetamina.
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